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TokenGO: da marca ao MVP,

com um onboarding que entrega valor antes da burocracia

Marca, onboarding e dashboard de uma plataforma de antecipação de recebíveis em blockchain, para pessoas que nunca ouviram falar de blockchain.

Configuração do projeto

  • Papel: Product Designer, da marca ao MVP

  • Time: 6 pessoas: design, produto e tecnologia

  • Ferramentas: Figma e Confluence

  • Categoria: Product Design, UX/UI, Branding, Fintech

Conteúdo confidencial. Telas e dados foram omitidos ou adaptados por acordo com a empresa. Fluxos completos disponíveis sob solicitação em contexto profissional.

Se você ler só uma parte

A TokenGO tokeniza recebíveis para que pequenos comércios antecipem crédito, e a maior parte do público nunca tinha ouvido falar de blockchain.

O onboarding original pedia o cadastro completo de pessoa física e jurídica antes de a pessoa ver qualquer valor.

A proposta foi inverter a ordem: identidade digital e conta ativa primeiro, burocracia depois.

O fluxo foi aprovado pelo Compliance sem retrabalho relevante.

O problema

“Blockchain” e “tokenizar” não diziam nada para a maioria dos entrevistados, e as dúvidas se repetiam.

  • O benchmark mostrou linguagem técnica, verificações longas e compliance acima da clareza.

  • O onboarding original juntava PF e PJ numa trilha única, antes de qualquer valor.

  • O Compliance pedia segurança máxima e o Negócio pedia conversão: cada documento a mais tendia a derrubar o cadastro, e cada flexibilização aumentava o risco jurídico.

Com um time de três pessoas, o desenho precisava atender às duas pressões ao mesmo tempo.

O que precisava ser respondido

01. Como explicar algo que o usuário nunca ouviu falar?

É seguro, quando recebo, quanto fica comigo.

02. Como cadastrar sem perder a pessoa antes de ela ver valor?

Compliance e conversão na mesma conta.

03. O que cabe num MVP de três pessoas, dentro das regras do Banco Central?

Cada tela tinha custo.

O que foi feito

A marca veio antes das telas

O projeto começou sem identidade, só com um nome de trabalho, Trustee. O primeiro mês foi de branding: tom de voz, o nome TokenGO, manual da marca e um KV, que serviu de referência para o desenho do produto.

As restrições definiram o escopo

Textos regulatórios obrigatórios do Banco Central

  • Dados sensíveis, com compliance desde o primeiro dia

  • Time de desenvolvimento pequeno

As entrevistas mostraram que clareza pesa mais do que o número de passos

Nas entrevistas com potenciais usuários, PF e PJ, a linguagem de blockchain não comunicava nada. Os termos repetidos eram segurança, prazo de recebimento e quanto fica com o cliente. O dashboard e a microcopy foram organizados em torno dessas perguntas.

O MVP focado foi a rota escolhida

Havia duas opções:

  • Plataforma completa: interface única para PF e PJ, todos os produtos visíveis e design system antes do lançamento.

  • MVP focado: fluxos separados para PF e PJ, linguagem adaptada a cada contexto, menos telas.

O MVP focado coube no prazo e nas restrições regulatórias.

O onboarding inverteu a ordem:

valor primeiro, burocracia depois

A reestruturação do fluxo de KYC/KYB ficou com o design. A proposta foi um onboarding progressivo, com a PF primeiro e a PJ depois. Em troca, a conta nasce incompleta, e a pendência precisa ficar clara na interface. Os casos de procuração seguem com validação humana, porque automatizar tudo expunha a empresa a risco jurídico.

Três frentes sustentam o fluxo:

Nascimento progressivo: conta de blockchain vinculada ao CPF, antes do CNPJ.

  • Validação com rede de segurança: acompanhamento por link seguro e troca de número sem perder o progresso.

  • Complexidade fora da vista: sem chaves ou hash para o usuário, e cadastro de empresa por API da Receita, com trilha manual de contingência.

O dashboard seguiu as perguntas das entrevistas

Recebíveis, histórico de antecipações e status em tempo real, com acessibilidade em contraste, tema claro e escuro, fonte ajustável e gráficos pensados para daltonismo. Os componentes foram construídos junto com o produto, com tokens, padrões de formulário e estados de erro documentados.

resultado

O onboarding foi aprovado pelo Compliance sem retrabalho relevante.

O fluxo anterior nunca foi ao ar, então não há métrica de abandono para comparar.

Os bloqueios de suporte por falha de SMS e validação diminuíram.

Nos testes qualitativos, separar PF e PJ reduziu a confusão no fluxo,

e a microcopy ajudou a progressão.

O produto estava em validação de mercado no encerramento, com as métricas de conversão ainda em construção.

Em retrospecto

Não houve teste de usabilidade formal. A validação foi mais com Compliance e Engenharia do que com o usuário final. Animações, microinterações e edge cases raros ficaram de fora, e o roadmap mudou no meio do projeto.

Com mais tempo, stakeholders de negócio entrariam mais cedo na segmentação PF/PJ, e as métricas de validação seriam definidas antes do desenho.

Obrigado :)

Estou aberto a vagas e a projetos de produto. Se fizer sentido conversar, é só chamar.

Vamos conversar

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